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sábado, 1 de agosto de 2009

A ASSUNÇÃO GLORIOSA DA MÃE DE DEUS


A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela tradição escrita e oral da Igreja. Ela não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura, mas está implícita.
Os protestantes acreditam que a Mãe de Deus, apesar de ter sido o Tabernáculo vivo da divindade, devia conhecer a podridão do túmulo, a voracidade dos vermos, o esquecimento da morte, o aniquilamento de sua pessoa.
Na ocasião de Pentecostes, Maria Santíssima tinha mais ou menos 47 anos de idade. Depois desse fato, permaneceu Ela ainda 25 anos na terra, para educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora ela educara, protegera, e dirigira a infância do Filho de Deus.
Ela terminou sua "carreira mortal" na idade de 72 anos, conforme a opinião mais comum. A morte de Nossa Senhor foi suave, chamada de "dormição".
Quis Nosso Senhor dar esta suprema consolação à sua Mãe Santíssima e aos seus apóstolos e discípulos que assistiram a "dormição" de Nossa Senhora, entre os quais se sobressai S. Dionísio Aeropagita, discípulo de S. Paulo e primeiro Bispo de Paris, o qual nos conservou a narração desse fato.
Diversos Santos Padres da Igreja contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precedera o desenlace da Bem-aventurada Virgem Maria.
S. João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo.
Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que a Providência divina parecia ter afastado, para melhor manifestar a glória de Nossa Senhora, como dele já se servira para manifestar o fato da ressurreição de Nosso Senhor. S. Tomé pediu para ver o corpo de Nossa Senhora. Quando retiraram a pedra, o corpo já não mais se encontrava. Do túmulo se exalava um perfume de suavidade celestial!
Como o seu Filho e pela virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara ao terceiro dia. Os anjos retiraram o seu corpo imaculado e o transportaram ao céu, onde ele goza de uma glória inefável.
A Assunção difere da ascensão de Nosso Senhor no fato de que, no segundo caso, Nosso Senhor subiu por seu próprio poder, enquanto sua Mãe foi assunta ao Céu pelo poder de Deus.


Fonte eletrônica: www.lepanto.com.br/dados/ApMariaAS.html

A VIRVINDADE DE MARIA


Os católicos ensinam que Maria ficou sempre virgem. Porém, em vários lugares da Bíblia (por ex. Mc 3,31-32) lemos de irmãos de Jesus. Portanto Maria devia ter outros filhos, além de Jesus!
RESPOSTA: a) Na linguagem bíblica, "irmão" é frequentemente usado em lugar de primo, sobrinho, tio, parente. Por exemplo, em Gen 13,8 Abraão diz a Ló: "Somos irmãos," enquanto de Gen 11,27-31 consta claramente que Ló era filho de Aran - irmão de Abraão, portanto seu sobrinho.
Também Labão, em Gen 29,15 fala a Jacó: "Por seres meu irmão, servir-me-ás de graça? Mas em Gen 27,43 e 29,10-11 Labão é declarado irmão de Rebeca, mãe de Jacó, e tio dele.
b) Os evangelistas Mateus e Marcos, (em Mt 13,55 e Mc 6,3 ) enumeram como "irmãos de Jesus": Tiago, José, Judas Simão: Porém, na cena das crucificação de Jesus, João Evangelista coloca debaixo da cruz: "Sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena". Enquanto Marcos acrescenta, que esta outra Maria (irmã de Jesus) era mãe de Tiago, o Menor, e de José. Estes últimos eram, portanto sobrinhos de Maria Santíssima, e primos de Jesus (Jo 19,25 e Mc 15,40). Ora, Judas (Tadeu) Apóstolo, declara-se, no início de sua carta apostólica (Jd 1,1) “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago”. O mesmo se dá com Simão Apóstolo.
c) Alguns "crentes" teimam tirar uma conclusão (errada!) de que Maria ¾ depois da concepção virginal do Salvador - tinha relações e outros filhos com José, dos três seguintes textos bíblicos;
1º Mt 1,18: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José, Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo". RESPOSTA: "Antes de coabitarem" significa apenas: "Antes de morarem juntos na mesma casa". Isso aconteceu, quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa (Maria)” (Mt 1,24 ).
2º Lc 2,7: "Maria deu à luz o seu filho primogênito". EXPLICAÇÃO: É errado concluir, que devia seguir o segundo ou mais filhos. A lei mosaica exige: “Consagrar-me-ás todo o primogênito (primeiro gerado) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu." (Ex 13,2). Também, quando o primogênito era filho único. Um exemplo: No Egito foi encontrada uma inscrição judaica: "Arison é entre as dores do parto morreu, ao dar à luz seu filho primogênito".
3º Mt 1,25: (Só em algumas traduções) "José não conheceu Maria ( = não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho (Jesus)". EXPLICAÇÃO; Seria errado insinuar, que depois daquele "até" José devia "conhecer" Maria "Até" na linguagem bíblica refere-se apenas ao passado. Exemplo: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte” (II Sm 6,23).
d) Como fidelíssimo observador da Lei de Moisés, Jesus não podia, na hora de sua morte na cruz, confiar sua Mãe a João Apóstolo (Jo 19,26), mas devia a tê-la confiado ao filho mais idoso dela, se ela de fato os tivesse.
e) Por isso, o Símbolo dos Apóstolos, que é mais antigo do que o Cânon dos Livros Sagrados, reza "Nasceu da Virgem Maria". = no sentido de St°. Agostinho: "Virgem concebeu, Virgem deu à luz, Virgem permaneceu".
Conseqüentemente, os "irmãos” (primos, parentes) de Jesus, tão frequentemente mencionados nos escritos do Novo testamento, nunca são chamados filhos de Maria, nem filhos de José, confirmando a tradição apostólica.
f) Até os Muçulmanos, nos seus livros sagrados, veneram a Mãe de Jesus como Virgem.
Portanto, a acusação contra a virgindade de Maria, mãe de Jesus, demonstra apenas a ignorância ou malícia dos acusadores.

Pe. Vicente, SVERDI