Mostrando postagens com marcador EDITORIAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDITORIAL. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A IGREJA E A MISSÃO



A Igreja é, por natureza, missionária, pois tem a sua origem na Missão do Filho e do Espírito, segundo o desígnio do Pai (AG 2). O Concílio situa a missão na sua verdadeira fonte: ela nasce em Deus, é dom de Deus e nos impulsiona ao anúncio e à construção do seu Reino. A nossa colaboração missionária consiste em deixar nos envolver por este dom.
O mês de outubro que está ai quer despertar na Igreja a consciência de que é urgente e necessário partimos em missão. Partir em missão é tornar Jesus Cristo conhecido e amado pelo anuncio da Boa-Nova. É evangelizar. Não podemos esquecer que o impulso missionário sempre foi sinal da vitalidade de nossa Igreja (RM 2). As nossas comunidades existem hoje, graças a alguns homens e mulheres que, obedientes ao mandato de Jesus Cristo e no vigor do Espírito Santo vieram de outras terras como testemunhas do amor de Deus, anunciar o Evangelho em nosso meio.
Sejamos também nós missionários e missionárias. Somos nós hoje os “enviados para anunciar a Boa-Nova” (Lc 4, 18). Onde acontece a missão? Em nossas casas e famílias; em nossa rua e quarteirão; em nosso bairro e cidade; em nossa paróquia e Diocese; em nosso país e continente e no mundo inteiro. Como fazer a missão: partindo em missão anunciando, ouvindo, acolhendo, rezando, ofertando e celebrando a presença do Deus da vida no meio do seu povo. O importante é que de uma forma ou de outra todos se tornem discípulos missionários agentes da missão.

Dom João Alves dos Santos, OFMCap.
Bispo Diocesano de Paranaguá

terça-feira, 8 de setembro de 2009

FUNDAMENTADOS NA ROCHA DA PALAVRA DE DEUS



Setembro é o mês da Palavra de Deus. Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é o dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 d. C.). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim.
Para este ano o tema do mês da Bíblia é: “A alegria de servir no amor e na gratuidade”, e o lema: “tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2, 5).
Para que a Igreja seja missionária é condição indispensável um profundo conhecimento da Palavra de Deus. Precisamos formar nossas comunidades para a leitura e meditação da Palavra de Deus: que ela se transforme no seu alimento para que, pela sua própria experiência, vejam que as palavras de Jesus são espírito e vida (cf. Jo 6, 63). Caso contrário, como poderão anunciar uma mensagem, cujo conteúdo não conhecem profundamente? Temos que fundamentar o nosso compromisso missionário e toda a nossa vida na Rocha da Palavra de Deus.
Uma Igreja que coloca no centro de sua vida e do seu dinamismo missionário a Palavra de Deus produzirá, certamente, bons e abundantes frutos de evangelização. A Palavra de Deus será a rocha que nos há de sustentar no compromisso missionário. Será, para todos, fonte inesgotável de conversão.
Vamos saborear a Palavra de Deus, pela Leitura Orante da Carta de São Paulo aos Filipenses e nela descubramos a alegria de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo no amor e na gratuidade.

Dom João Alves dos Santos, OFMCap.
Bispo Diocesano de Paranaguá

terça-feira, 21 de julho de 2009

O NOVO MODELO DE IGREJA PAROQUIAL


Aparecida sugere a necessidade de se rever o modelo de igreja paroquial. A estrutura que temos atualmente, em geral, não está atendendo aos anseios e necessidades de grande parte dos batizados; não está transformando, nem reduzindo como deveria as mazelas e dificuldades crescentes em todos os campos de atividades. O mundo anda na contramão da Igreja, e salvo raras exceções, as pastorais, a catequese, os movimentos eclesiais, o modelo de paróquia e os recursos e meios disponíveis, não estão dando conta de transformar as estruturas sociais. Não estão conseguindo ao menos manter em estabilidade o comportamento dos cristãos. A busca por sacramentos, uma das portas de aproximação de muitos fieis, não passa de mera formalidade para muitos, indo pouco alem de evento social.
Em muitos lugares, especialmente nos centros urbanos maiores e mais abastados, a igreja não passa de uma arquitetura bonita, que muitas vezes espera, passivamente, aqueles que dela necessitam, e quando a procuram, muitos não recebem a atenção, a acolhida e a ternura que buscam. A formalidade e a frieza no relacionamento entre as pessoas, dentro da igreja, refletem a mesma frieza e a concorrência que se verifica fora dela.
É preciso mudar para uma igreja mais atuante, que saia do discurso bonito para a ação, que vá ao encontro dos que, por qualquer motivo, estão afastados, especialmente os mais pobres e os marginalizados, lá nas pequenas comunidades, no ambiente próprio onde cada um vive. Este é o desafio que tanto o Documento de Aparecida com as Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil 2008-2010 DGAE (Doc. 87 da CNBB) lançam a cada um de nós.

Dom João Alves dos Santos, OFMCap. - Bispo Diocesano de Paranaguá